No último dia útil da semana passada, Alex Pearce, gerente de um negócio de frutas e vegetais em Londres, notou algo estranho em seus frigoríficos.

Ameaças cibernéticas se intensificam

O defletor de congelamento de dois dos três frigoríficos estava ligado e mostrava temperaturas extremamente altas. Quando Pearce cortou a conexão com a internet, percebeu que algo grave estava acontecendo.

Em paralelo, outros varejistas em países europeus e até mesmo bancos de sangue em França relataram problemas semelhantes. No dia 30 de outubro, a maior exchange de criptomoedas do mundo, Binance, foi alvo de um furto de US$ 6,3 bilhões, enquanto, no dia seguinte, um alerta falso de ataque nuclear foi enviado aos usuários de uma aplicação de alerta em Kiev.

O chefe do Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido, Richard Horne, advertiu que estamos entrando numa nova era de ameaças cibernéticas, com muitos sistemas vulneráveis sendo expostos por tecnologias de inteligência artificial.

Riscos e suspeitas

Horne afirmou que a gravidade imediata é a crescente frequência de incidentes cibernéticos. Além disso, há suspeitas de que o ataque aos frigoríficos possa ter sido motivado por interesses geopolíticos.