O Brasil segue como o país com os maiores juros reais do mundo, calculados em 9,05%, mais de sete vezes a média de 1,27% do ranking da consultoria de mercado Moneyou, publicado nesta semana. O juro real desconta a inflação em cada país.
O Brasil lidera o ranking de 40 países analisados, acima de Turquia, Argentina, Rússia e Colômbia.
Dívida pública
Nas últimas semanas, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central interrompeu, por unanimidade, a trajetória de queda na taxa básica de juros iniciada em abril, mantendo os juros em 13,75% ao ano.
A taxa básica de juros, a Selic, é o principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação. No acumulado de 12 meses, o índice subiu de 4,5% para 4,62%, acima do teto da meta de 4,5%.
A atual taxa de juros é alvo de críticas de especialistas e da indústria. A Confederação Nacional da Indústria afirma que a manutenção dos juros pelo Copom é ‘injustificável’ e custa caro para empresas e famílias.
‘É possível continuar diminuindo os juros em ritmo compatível com a convergência da inflação para a meta, sem impor à economia um custo maior’, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.
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