Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul, admitiu que a indústria automotiva ocidental ‘errou’ ao subestimar a velocidade com que a eletrificação ganharia relevância no mercado global.
Zola afirmou que a indústria ocidental ‘errou na leitura de mercado’ sobre a rapidez do avanço de tecnologias, especialmente a eletrificação. ‘Que o caminho seria eletrificado, todo mundo sabia’, declarou o executivo em entrevista nesta terça-feira (6).
Erros de previsão
O executivo destacou que as montadoras tradicionais deixaram o desenvolvimento técnico e a pesquisa em segundo plano durante a pandemia para lidar com problemas logísticos, como a falta de peças e semicondutores. Além disso, ele criticou a descentralização da cadeia produtiva pela indústria ocidental.
‘O chinês veio basicamente para mostrar que esse caminho estava errado do ponto de vista de competitividade. Eles hoje conseguem obter um nível de competitividade muito maior através da verticalização [da produção]’, afirmou Zola.
Condições de competitividade no Brasil
Ainda conforme Zola, as montadoras instaladas no Brasil não incentivam a cadeia de produção nacional, o que resulta em custos maiores para as empresas. Ele citou como exemplo o aço chinês, que é significativamente mais barato do que o brasileiro.
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