Nas eleições de 3 de novembro, os democratas conquistaram o controle total do Congresso, sinalizando um governo mais dividido neste decênio, com republicanos no poder executivo.

A vitória reflete crescente preocupação sobre centrais de dados, grandes instalações que abrigam computadores que alimentam inteligência artificial (IA). Em vários estados, a questão tornou-se um fator decisivo nas eleições, com mais de 60% dos eleitores considerando essas instalações um fator crucial na sua decisão.

Votação contra expansão de centrais de dados

Vários estados registraram rejeição à expansão de centrais de dados de IA, mesmo enquanto grupos pró-IA gastavam milhões de dólares tentando influenciar os eleitores. Em Ohio, por exemplo, um condado recusou-se a permitir a construção de uma central de dados de US$ 500 bilhões, e a maioria das comunidades locais votou contra a expansão dessas instalações.

Analistas prevêem que a nova composição do Congresso pode levar a moratórias de construção ou exigências de que as centrais de dados financiem suas próprias melhorias de infraestrutura.

Políticas em discussão

Senadores e representantes propõem moratórios nacionais sobre novas centrais de dados até que novas regulamentações sejam implementadas, garantindo que a expansão não aumente custos de energia, prejudique o meio ambiente ou avance sem aprovação comunitária.