O mercado financeiro brasileiro encerrou esta terça-feira (3) em queda, com o dólar em alta e a bolsa de valores ampliando as perdas após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A moeda norte-americana avançou cerca de 1%, fechando próxima de R$ 5,50. O Ibovespa recuou pela sexta vez seguida e atingiu o menor nível desde janeiro.
Notícias relacionadas: Mercado eleva projeção para inflação, juros e dólar em 2026. Economista de Plano Real acusa BC de causar rombo fiscal via juros. As incertezas sobre a política fiscal do governo e as expectativas para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic, prevista para quarta-feira (4), mantiveram os investidores cautelosos.
Números do dia Dólar comercial: R$ 5,486 (+0,74%); Máxima do dólar: R$ 5,509, por volta das 13h50 Índice do dólar (DXY): 101,850 (+0,13%); Ibovespa: 165.528,92 pontos (-1,42%); Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão desta terça com valorização de 0,74%, cotado a R$ 5,486. Durante o pregão, a moeda norte-americana chegou a superar a marca de R$ 5,50, em meio à cautela dos investidores com os rumos da política econômica brasileira. O movimento ocorreu no primeiro pregão de novembro, após o feriado de Finados e uma semana de forte desvalorização dos ativos nacionais.
Desde a reeleição de Lula, em 25 de outubro, o mercado cambial tem registrado pressão sobre o real. Entre os fatores que influenciaram as negociações estiveram: Incertezas fiscais: dúvidas sobre a condução das contas públicas e a agenda econômica do governo; Expectativas para a Selic: investidores aguardaram a decisão do Copom, prevista para quarta-feira; Propostas econômicas: repercussão das ideias do economista André Lara Resende sobre mudanças no regime monetário ; Cenário internacional: eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos e valorização do dólar frente a outras moedas.
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