O El Niño 2026/2027 deve impor desafios distintos ao agronegócio brasileiro, com risco de excesso de chuva na Região Sul e possibilidade de seca, irregularidade das precipitações e temperaturas elevadas em grande parte do Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sudeste.
Diante desse cenário, equipes da Embrapa nas cinco regiões do país elaboraram recomendações para reduzir os impactos do fenômeno sobre lavouras, pastagens e criações. Entre as principais orientações estão o uso do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), escolha de cultivares adaptadas, escalonamento da semeadura e adoção de medidas para conservação da água e do solo.
Centro-Oeste: seca ameaça soja, milho e algodão
No Centro-Oeste, o El Niño deve provocar condições diferentes entre os estados. Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal apresentam maior risco de seca, enquanto Mato Grosso do Sul, especialmente o sul do estado, tende a registrar maior disponibilidade de chuva.
Na maior parte da região, a perspectiva é de atraso e irregularidade das precipitações durante a primavera, seguidos por chuva abaixo da média, veranicos e ondas de calor no verão. O período mais crítico para a seca está projetado entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.
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