A demanda energética impulsionada pela era da inteligência artificial (IA) está colocando pressão inédita sobre a infraestrutura energética global. As capacidades de produção de energia, especialmente de energia limpa, são insuficientes em relação às projeções de demanda de centrais de dados. Além disso, a infraestrutura física necessária para suportar a eletrificação acelerada e o crescimento constante da demanda energética ainda está em desenvolvimento.
O problema é que o ritmo de eletrificação tem superado a capacidade de expansão e modernização das redes elétricas em grande parte do mundo. Em Europa, os policymaker estão correndo para acompanhar a digitalização rápida da rede elétrica para evitar novos falhas catastróficas. Na Ásia do Sul, projetos de energia limpa essenciais estão sendo cancelados ou adiados devido à falta de capacidade e manutenção da rede.
Empresas de energia buscam soluções
Em resposta, grandes empresas de energia estão buscando soluções que aproveitem tecnologias existentes. Por exemplo, a gigante francesa Schneider Electric anunciou a aquisição de uma empresa de software industrial, PTC, por US$ 22,6 bilhões. Este movimento é visto como importante porque fusões de mega-softwares são raras em 2026, devido à incerteza causada pela IA.
Segundo relatos, se a aquisição for concluída conforme planejado, será a maior aquisição da história da Schneider, superando sua compra de Aveva em 2023 e outras três transações bilionárias este ano.
Opções além da inovação disruptiva
Em vez de buscar inovação disruptiva, empresas como ABB estão utilizando tecnologias existentes e capacidades sobrantes para atender à demanda crescente de IA. Isso indica que não todas as melhorias precisam vir de tecnologias revolucionárias como redes inteligentes e novas tecnologias de produção e armazenamento de energia.
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