A Ásia, que depende fortemente de importações de petróleo e gás natural, está otimista com a vitória dos democratas nas eleições americanas, esperando que isso possa levar ao fim da guerra no Oriente Médio e, consequentemente, amenizar a grave crise energética enfrentada.

Impacto econômico

A crise energética na Ásia foi intensificada pela ofensiva contra Irã liderada pelos EUA e Israel, iniciada em fevereiro. Geograficamente, o Oriente Médio é o principal fornecedor de hidrocarbonetos para o continente asiático. Com esse fornecedor interrompido por um período prolongado, os países asiáticos tiveram que buscar alternativas mais caras.

Isso resultou em inflação e aumento do gasto governamental para proteger a economia. O Banco Mundial advertiu que a região está em situação financeira crítica devido à crise energética. Subsídios têm sido a resposta mais comum entre os países emergentes e em desenvolvimento, mas sua eficácia diminuiu significativamente para a inflação geral.

Expectativas políticas

Agora que os democratas conquistaram maioria no Congresso, há esperança de que eles possam influenciar as políticas externas do presidente Trump. Os democratas podem usar seu poder legislativo para restringir gastos governamentais e iniciar investigações contra Trump e seus aliados.

No entanto, acredita-se que essas medidas possam não ser suficientes para reduzir os preços do diesel asiático. Observadores esperam que os democratas aumentem o financiamento para Ucrânia em detrimento da guerra contra Irã, o que não necessariamente alterará os preços.