As florestas europeias enfrentam duas crises ambientais simultaneamente: a mudança climática e a perda de biodiversidade. Segundo um pesquisador da Universidade de Copenhague, essas áreas podem atuar tanto como absorvedoras de carbono quanto como habitats vitais para milhares de espécies, mas isso não deve ocorrer ao mesmo tempo.

Impacto da monocultura florestal

A monocultura florestal, onde árvores de uma única espécie são plantadas em fileiras regulares, é eficaz para armazenar carbono e produzir madeira, mas prejudica a biodiversidade. Essas áreas tendem a ser homogêneas e uniformes, limitando a diversidade de espécies.

O pesquisador Sebastian Kepfer-Rojas destaca que, embora a área florestal na Europa tenha aumentado nos últimos 30 anos, isso não significa necessariamente melhorias na condição ecológica das florestas. Cerca de 80% das florestas avaliadas na Europa têm um status de conservação classificado como 'desfavorável'.

Para promover maior biodiversidade, é necessário introduzir variação em vários parâmetros, incluindo árvores de diferentes tamanhos e uma mistura de árvores vivas e mortas.