O Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI) acusou a Coreia do Norte pelo ataque à Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões).

Detalhes do ataque

O roubo foi realizado pelo TraderTraitor, um grupo de cibercriminosos patrocinados pela Coreia do Norte. A ação levou cerca de 20 minutos e tem sido apontada como o maior ataque hacker da história do setor de criptomoedas.

A expectativa é que os hackers convertam os ativos roubados para criptomoedas na plataforma Ethereum, que permite realizar transações sem intermediários. Eles podem usar serviços descentralizados e de troca instantânea de criptomoedas para dificultar o rastreamento do dinheiro e concluir a operação de lavagem de dinheiro.

Binance reage

A Binance informou que investimentos de clientes brasileiros permanecem seguros porque são ativos mantidos em cold wallets, conhecidas como carteiras frias. No entanto, os saques de criptomoedas foram temporariamente suspensos.

A empresa disse que, no Brasil, segue as regras do Banco Central, que, desde fevereiro, exige a separação dos recursos dos usuários aos da corretora. A exigência, porém, não elimina o risco de ataques hackers nem garante o ressarcimento de eventuais perdas.