Os juros futuros intensificaram a queda ao longo da tarde desta quinta-feira (5), em meio à melhora parcial do cenário externo e à acomodação dos ganhos do petróleo. O movimento foi mais forte nos contratos de curto prazo do que nos de vencimento mais longo, o que levou a um leve aumento da inclinação da curva a termo.

Comentários do mercado

No mercado, a avaliação foi de que o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) afastou, no curto prazo, a hipótese de alta da Selic. Um trader ouvido pela Broadcast afirmou que esses trechos deixaram a curva com formato mais ‘empinado’. Na mesma direção, o economista-chefe do banco Bmg, Flávio Serrano, avaliou que o alívio vindo do petróleo retirou a urgência de alta de juros, mas a preocupação com o quadro fiscal doméstico preservou a inclinação da curva.

No fim da tarde, a precificação indicava cerca de 70% de chance de manutenção da Selic em dezembro, ante 30% de probabilidade de alta de 25 pontos-base. Para as reuniões de janeiro e março de 2027, as chances de alta subiam para 80% e 90%, respectivamente. A taxa terminal do próximo ano estava em 15%, segundo cálculos do Bmg.