O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cruzou os resultados das quase 500 mil seções eleitorais do país com os dados de renda do Censo 2022, do IBGE, revelando uma relação entre renda da seção eleitoral e voto. Em geral, quanto menor a renda da região, maior foi a votação de Lula (PT).
Votação de Lula se destacou em todas as faixas de renda
A análise indica que o petista avançou em todas as faixas de renda entre os turnos, com destaque para a classe média baixa. Nas áreas onde a renda média mensal variava de R$ 2.590 a R$ 2.920, Lula passou de 44,4% para 51,6% dos votos válidos.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) era o mais votado nessas regiões, mas no segundo, Lula assumiu a liderança. Nas regiões com renda média de até R$ 1.780 por mês, Lula obteve 74,2% dos votos válidos no segundo turno.
Mudança expressiva na faixa de renda intermediária
No entanto, a mudança mais expressiva ocorreu na faixa de renda intermediária, que concentra 9,4% do eleitorado. Nesse grupo, Lula avançou 7,2 pontos percentuais, enquanto Flávio passou de 47,6% para 48,4%.
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