O chanceler alemão, Friedrich Merz, se prepara para tentar convencer o país de que ainda tem capacidade de governar após sofrer, na véspera, derrotas expressivas em eleições regionais para a extrema direita e a esquerda radical.

Derrotas significativas

Seu partido conservador, a CDU (União Democrata-Cristã), ficou fora da assembleia regional de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, no nordeste do país, por não ter alcançado sequer 5% dos votos. Em Berlim, a esquerda radical Die Linke liderou com 25% dos votos, à frente da CDU, que obteve 20%.

A extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu na região de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental com 38% dos votos, enquanto a esquerda radical Die Linke liderou em Berlim com 25% dos votos.

Desafios políticos

Merkz afirma que continua como 'presidente da CDU' e como 'chanceler', prometendo seguir com sua agenda de reformas para reativar a economia. No entanto, a implementação dessas reformas está travada por divergências com seu parceiro de coalizão, o Partido Social-Democrata (SPD), e por disputas internas na CDU.