Os pesquisadores da Escola de Engenharia da Universidade do Estado da Califórnia (Stanford) estão explorando o uso de glicina, um aminoácido simples e abundante, para criar novos materiais biodegradáveis, como sensores ambientais.

A glicina, presente em diversos alimentos e no corpo humano, tem propriedades piezoelettricas, permitindo que ela gere energia a partir de estresse mecânico. No entanto, sua instabilidade ao contato com água e sua forma cristalina natural não piezoelettrica apresentavam desafios significativos.

Desenvolvimento de um novo material

O laboratório de Vivian Feig, professora assistente de Engenharia Mecânica, desenvolveu um processo inovador que mantém a glicina em sua forma piezoelettrica ao aplicar um campo elétrico enquanto ela se cristaliza em espaços nanoconfinados.

Para garantir a flexibilidade do material, os pesquisadores adicionaram estabilizadores moleculares, permitindo que ele seja usado em aplicações biológicas.