Identificar células cancerígenas em amostras de sangue é comparado a encontrar uma agulha num palheiro. Com a crescente necessidade de detectar partículas cada vez menores e mais raras, como vírus e células tumorais circulantes, os sensores precisam ser ultrasselecionados e robustos.
Tecnologia sem marcadores
A grande dificuldade está em detectar essas partículas sem adicionar marcadores fluorescentes ou outros rótulos. Sensores óticos sem marcadores funcionam apenas quando as partículas passam muito perto ou se ligam a uma área minúscula no dispositivo. Em baixas concentrações, muitas partículas nunca atingem esse local, e mesmo quando fazem isso, seus sinais podem ser sobrecarregados pelo ruído de fundo, limitando a eficiência da detecção e tornando raras partículas ainda mais difíceis de encontrar.
Deteção além da superfície
Em um estudo publicado em Light: Science & Applications, uma equipe liderada por Lan Yang, professora do Departamento de Engenharia Elétrica e de Sistemas da Escola de Engenharia McKelvey da Universidade Washington em St. Louis, apresentou uma nova estratégia que supera essa limitação.
O método envolve a combinação de sensores de modo de galeria sussurrante (WGM) com inteligência artificial. Em vez de esperar que as partículas passem perto ou se liguem à superfície do sensor, os pesquisadores ensinaram os WGM a 'ouvir' as partículas enquanto elas flutuam.
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