Governos, tribunais e empresas de diferentes países estão avaliando restrições aos óculos inteligentes diante de preocupações com a privacidade.

Os óculos inteligentes, popularizados pelos modelos Ray-Ban da Meta, permitem fotografar, gravar vídeos e captar áudios. Autoridades temem que os dispositivos sejam usados para registrar pessoas ou informações confidenciais sem consentimento.

Austrália

O governo federal australiano está avaliando proibir o uso de óculos inteligentes com câmeras em locais de trabalho públicos por razões de privacidade e segurança. A ministra do Serviço Público, Katy Gallagher, pediu uma avaliação sobre a necessidade de proibição e possíveis exceções.

Reino Unido e União Europeia

Tribunais da Inglaterra e do País de Gales proibiram o uso de óculos inteligentes da Meta por causa das restrições à gravação de imagens e vídeos nas cortes. Cinemas britânicos também estão adotando regras para proibir ou limitar o uso de dispositivos com câmeras.

Autoridades europeias de proteção de dados e parlamentares estão analisando os riscos dos óculos inteligentes. O Comitê Europeu de Proteção de Dados encomendou um relatório sobre a 'aceitação social' da tecnologia. Uma eurodeputada também pediu que a Comissão Europeia avalie possíveis medidas.

Noruega e Estados Unidos

O governo norueguês pretende propor uma proibição temporária de óculos com inteligência artificial em locais públicos de grande circulação, como parques, praias, museus, centros comerciais e eventos. Em agosto, Oslo, capital do país, proibiu o uso de óculos inteligentes nas escolas.

O Sistema Judiciário Unificado de Nova York proibiu os óculos inteligentes em todas as suas instalações desde 20 de julho. A regra vale para óculos de grau e sem grau e acessórios com câmeras, microfones, computadores ou outras tecnologias capazes de gravar áudio e vídeo. Visitantes precisam entregar os dispositivos aos funcionários dos tribunais antes de entrar.