O Dia Nacional do Plantio Direto, celebrado nesta sexta-feira (23), marca uma das principais transformações da agricultura brasileira . A tecnologia começou a ganhar forma no Norte do Paraná, a partir da busca de agricultores e pesquisadores por alternativas de produção que reduzissem a erosão e preservassem o solo. Com o avanço da pesquisa e da extensão rural, o sistema se consolidou como referência em produção sustentável .

O Sistema Plantio Direto se baseia em três princípios: mínimo revolvimento do solo, cobertura permanente com palha ou plantas vivas e rotação de culturas. Segundo o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), a integração dessas práticas contribui para reduzir perdas de solo e água, melhorar as condições físicas, químicas e biológicas do solo e dar suporte à sustentabilidade da agropecuária. Na prática, o modelo também pode reduzir operações mecanizadas e consumo de combustível, além de favorecer maior eficiência no uso dos recursos produtivos e melhores condições para manter a produtividade ao longo do tempo.

A preservação da matéria orgânica e a melhora da estrutura do solo ainda ampliam a infiltração e o armazenamento de água. Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural! A trajetória do plantio direto no Brasil está diretamente ligada ao Paraná.

Em 1972, o agricultor Herbert Bartz realizou, em Rolândia, a primeira semeadura comercial de soja sem preparo convencional do solo registrada na América Latina.