A pesquisa indica que os oceanos polares podem desempenhar um papel crucial no armazenamento de carbono e na manutenção da biodiversidade, mas as atualizações científicas e políticas ainda não estão preparadas para aproveitar essa capacidade plenamente.
O estudo, publicado na revista Global Change Biology, foi conduzido por cientistas do projeto europeu Horizon POMP - Potencial de Mitigação do Carbono nos Oceanos Polares. Os pesquisadores avaliaram o conhecimento atual sobre 'carbono azul polar', que inclui os ecossistemas marinhos do Ártico e Antártica.
Desafios na integração das políticas
Os autores alertam que, embora os oceanos polares tenham grande potencial para armazenar carbono, eles ainda não são adequadamente integrados nas políticas atuais. Isso ocorre principalmente porque esses ecossistemas são pouco estudados e seu armazenamento de carbono ainda não é bem compreendido.
Os oceanos polares representam cerca de um quinto da superfície marinha global e estão entre as regiões mais afetadas pelo aquecimento global. No entanto, a maioria das políticas de carbono azul foca em ecossistemas costeiros tropicais e temperadas, como manguezais, várzeas salgadas e pastos submarinos.
Ações necessárias
Os pesquisadores propõem quatro ações coordenadas: maior investimento em pesquisa sobre carbono azul polar, proteção cautelosa de habitats carbonosos e vulneráveis, abordagens de gestão que considerem o armazenamento de carbono junto à biodiversidade, e caminhos claros de política para reconhecer os armazéns naturais de carbono nos oceanos polares.
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