protestos frança home Reuters O aumento dos custos dos combustíveis e da energia, a insatisfação com o estado das escolas, a deterioração dos serviços públicos e a crise habitacional estão alimentando uma onda de protestos que está tendo um impacto cada vez maior na política na Europa. As preocupações com o poder de compra tornaram-se "um dos principais motores da política populista" na Europa, afirma o cientista político Gilles Ivaldi, da universidade francesa Sciences Po. Na França, o fraco crescimento da economia, a inflação em alta e o elevado endividamento estão forçando o governo a adotar cortes de gastos que devem apertar ainda mais as já difíceis condições de vida de muitas famílias.

Ao mesmo tempo, manifestantes exigem maiores investimentos em escolas e nos serviços públicos. Há semanas multidões protestam nas principais cidades, e cerca de meio milhão de pessoas participaram, no sábado passado, de manifestações em todo o país para denunciar o aumento do custo de vida. O ato marcou o auge de quatro semanas de protestos, iniciados por estudantes que reivindicavam melhores condições nas escolas de ensino médio.

O que começou como manifestações pacíficas degenerou em violência em muitas cidades, com grupos mascarados atacando forças de segurança, invadindo prédios públicos e incendiando alguns deles, saqueando lojas e ateando fogo em carros, bicicletas e patinetes. Protestos também têm ocorrido na Bélgica, na Itália e em Portugal, embora em menor escala.