O próximo presidente da República, que será eleito neste domingo (25/10), terá que preencher 45 vagas em órgãos reguladores e 12 no Judiciário, de acordo com levantamento feito pela Folha de S.Paulo.

Parte dos cargos estão sujeitos ao aval do Senado, onde Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode enfrentar maior resistência, a exemplo da rejeição de uma de suas indicações ao Supremo Tribunal Federal.

Poder Judiciário

Logo no primeiro ano de governo, o candidato eleito deve indicar os nomes para ocupar os cargos nos tribunais superiores. Dos 12 nomes, cinco já podem ser escolhidos ao fim do mandato do atual presidente Lula, mas precisam passar pelo Senado para aprovação, o que pode travar as escolhas do petista.

Além da cadeira de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal, outras três precisam ser preenchidas no mandato do novo presidente: a de Luiz Fux, que se aposenta compulsoriamente em 2028; a de Cármen Lúcia, em 2029; e a do ministro Gilmar Mendes, em 2030, que deve ficar apenas para o presidente seguinte.

Órgãos reguladores

Das 45 vagas que ficarão disponíveis em agências reguladoras, Lula pode enviar ao Congresso 32 nomes ainda este ano. Seis são de cargos de presidentes e diretores-gerais.