Quando mulheres poderosas são lembradas como bruxas, devemos questionar a motivação histórica. O rebranding da figura da bruxa como símbolo feminista tem ganhado força, mas é necessário analisar a origem desses rótulos.

A escritora Philippa Gregory lançará seu novo romance, 'Royal Witch', em breve, explorando a história de Eleanor Cobham, uma mulher poderosa do século XV. Cobham subiu rapidamente do status de casada com um nobre até a corte real inglesa, mas sua ascensão foi abruptamente interrompida em 1441.

O caso de Cobham ilustra como a complexidade histórica das mulheres poderosas pode ser simplificada. Outro exemplo é a rainha Joan of Navarre, que nunca foi acusada formalmente de bruxaria, mas teve sua reputação afetada por associações e repetição.

Historiadores alertam que a reabilitação da figura da bruxa deve ser feita com cuidado, evitando a simplificação da verdade histórica. É fundamental entender por que essas mulheres foram rotuladas e como isso influenciou suas vidas.