A Shell projeta que suas refinarias aumentarão seu lucro por barril de combustível em quase o dobro devido a altos preços e escassez global.

No relatório de atualização do mercado divulgado nesta semana, a empresa prevê margens de lucro de US$ 42 por barril no período de julho a setembro, muito acima dos US$ 24 do segundo trimestre e do recorde anterior de cerca de US$ 28 em meados de 2022.

As margens refletem o aumento significativo nos preços dos combustíveis refinados, incluindo diesel, em relação ao custo do petróleo cru, devido à interrupção de refinarias danificadas pela guerra no Oriente Médio e Rússia.

Impacto financeiro

A Shell registrou um lucro de quase US$ 10 bilhões no segundo trimestre de 2026, mais do que o dobro do mesmo período do ano anterior e o segundo maior lucro trimestral na história da empresa.

O valor de mercado da Shell, agora o segundo maior da bolsa de valores britânica FTSE 100, atingiu um recorde de £36,23 por ação no final do mês passado, apesar de os preços do petróleo terem caído de seu pico de mais de US$ 115 por barril no verão para cerca de US$ 100.

Desafios e oportunidades

A produção de gás da Shell foi severamente afetada pela crise iraniana, que causou danos significativos a uma de suas principais instalações de processamento de gás no Golfo, cortando sua produção pré-guerra de 900.000 barris de equivalente de óleo por dia (BOED) em um terço.

A empresa espera que a produção de gás suba para entre 740.000 e 780.000 BOED, uma elevação significativa em comparação com o intervalo anterior de 570.000 a 630.000 BOED para o trimestre.