Nesta terça-feira (3), os americanos vão às urnas para as eleições de meio de mandato. Donald Trump não estará na cédula, mas seu governo estará em julgamento.

A votação renova as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes. No Senado, cuja renovação regular é de aproximadamente um terço a cada dois anos, estarão em disputa 35 das 100 vagas: 33 regulares e duas eleições especiais.

A promessa encontra a conta do mês

No centro dessa disputa está o custo de vida. Trump prometeu aliviar o orçamento das famílias, mas a inflação americana acumulou 3,7% nos 12 meses encerrados em setembro, segundo o órgão oficial de estatísticas do trabalho dos Estados Unidos.

Para quem abastece o carro, paga aluguel e compra comida, o discurso de prosperidade precisa aparecer na conta do mês.

As tarifas cobradas sobre importações entram nessa discussão. Embora sejam apresentadas como punição ao país vendedor, são recolhidas pelo importador americano. Conforme o produto e as condições de mercado, parte desse custo acaba repassada ao consumidor ou absorvida pelas empresas.

A guerra com o Irã adicionou pressão sobre energia, transporte e produção. Não explica sozinha a inflação, mas ajuda a entender por que a política externa chegou à mesa das famílias.

O desgaste chega à base rural

No campo, o problema ganha outra dimensão. Diesel caro movimenta a conta do trator, da colheitadeira,