Em um momento crucial para a discussão sobre a conservação da biodiversidade, um estudo recente publicado na revista One Earth identificou 13% da superfíria terrestre como pontos quentes de biodiversidade, ou seja, áreas prioritárias para ações de conservação.

Novo método de mapeamento

O estudo, conduzido por uma equipe internacional de pesquisadores, apresenta um novo método transparente e replicável para mapear os pontos quentes de conservação de vertebrados em todo o planeta. Os cientistas analisaram dados de 33.604 espécies de vertebrados da Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Essas áreas, que concentram espécies ameaçadas e com distribuição restrita, são combinadas com informações sobre as principais ameaças humanas, como desmatamento, agricultura, urbanização e espécies invasoras.

Impacto social e ambiental

Os resultados mostram que cerca de 13% da área terrestre global são consideradas pontos quentes de conservação de vertebrados, com muitas dessas áreas localizadas em regiões tropicais e florestas de folhas largas. Além disso, essas áreas abrigam mais de um terço da população mundial, destacando a necessidade de abordagens de conservação adaptadas às condições locais que protejam a biodiversidade enquanto também apoiam o bem-estar humano.