A Arábia Saudita reativou recentemente seu pipeline East-West, que havia sido danificado por ataques houthis. Esta noticia resultou em uma queda nas taxas de petróleo, destacando a importância da infraestrutura energética na região.

Rota alternativa evita o Estreito de Ormuz

Antes do pipeline ser interrompido, ele transportava cerca de 4 milhões de barris diariamente de petróleo cru para o Estreito de Ormuz, onde era carregado em navios-tanque e enviados para compradores. Com a interrupção, a Aramco teve que enviar mais petróleo de volta ao Golfo Pérsico, aumentando os custos de transporte.

Esta situação levou a um aumento no uso de transferências marítimas entre navios-tanque menores e maiores, principalmente no Golfo de Omã. Este método adiciona custos aos preços finais dos cargamentos, o que levou exportadores do Golfo a descontar seus óleos, especialmente o caso do Iraque.

Custo adicional e adaptação às novas circunstâncias

A Arábia Saudita se juntou a outros países do Oriente Médio que usam frequentemente essas transferências marítimas, uma prática anteriormente utilizada por países como Venezuela, Irã e até mesmo Rússia sob sanções. As tarifas de transporte aumentaram significativamente, chegando a até 25% do custo total de mover petróleo do Oriente Médio para a China.