A África está se tornando a próxima fronteira para exportações de gás natural liquefeito (LNG), especialmente após incidentes no Estreito de Ormuz que afetaram compradores de energia.
O African Energy Chamber projeta que o setor de exploração e produção africano atrairá cerca de US$ 40 bilhões ao ano até 2030, elevando a produção hidrocarbonetosa continental para 12,5 MMboe/d. Países como Moçambique, Nigéria, Angola, Líbia e Costa do Marfim serão os maiores receptores desse investimento, enquanto novos projetos em Uganda, Quênia e Namíbia ampliam a base produtiva.
Moçambique, por exemplo, está experimentando um renascimento em seu setor energético, com várias grandes operações na Bacia de Rovuma. O projeto de LNG da TotalEnergies, avaliado em US$ 20 bilhões, está em construção novamente após um hiato de quatro e meio anos. Eni também está avançando com seu projeto Coral North, enquanto ExxonMobil dobrou sua participação em outro grande projeto de LNG na região.
Nigéria também está expandindo sua infraestrutura de gás natural, com o programa Decade of Gas visando transformar o país em uma economia alimentada por gás. O país planeja aumentar sua capacidade de produção de LNG de 20 milhões de toneladas por ano para 30 milhões de toneladas a partir de 2027.
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