A produção agrícola e a geração de energia podem ser integradas para aproveitar melhor a mesma área de terras, gerando novas fontes de receita. Isso foi enfatizado durante o Fórum Planeta Campo 2026, realizado nesta sexta-feira (6) em São Paulo.

Investimentos em biocombustíveis

O evento também destacou que o planejamento energético nacional prevê investimentos de R$ 142 bilhões em biocombustíveis entre 2027 e 2036.

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Cleber Soares, o sistema de integração labora pecuária em suas diversas combinações permite produzir, por exemplo, soja no primeiro ciclo e utilizar a mesma terra para biocombustível. Em seguida, pode-se produzir milho e, posteriormente, carne ou frutas, olerícolas e eucalipto, que também serve como combustível.

Criação de sinergias

O presidente do Sistema Faesp/Senar, Tirso Meirelles, ressalta que essa integração cria um equilíbrio entre alimentação e bioenergia de forma sustentável. Exemplo disso é a indústria de etanol de milho, que registrou um crescimento de 23,7% em apenas um ano, no terceiro trimestre de 2026.

O diretor executivo de Originação e Confinamentos da Friboi, Eduardo Pedroso, destaca que a produção de DDG (resíduos de grãos após a produção de etanol) é um insumo valioso para a nutrição de bovinos, ajudando-os a engordar e crescer melhor.