O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), enfrenta desafios na disputa pela sucessão no comando da Casa, que ocorrerá em fevereiro do próximo ano. Aliados de Motta avaliam que o Centrão fará movimentos de autoproteção para evitar o fortalecimento do bolsonarismo no Legislativo.

Centrão busca autopreservação

Nomes do Centrão lembram que, nos últimos anos, o Congresso ganhou força por não ter um alinhamento automático com o Poder Executivo. Isso permitiu avanços nas emendas parlamentares. Além disso, a direita está avançando sobre as cadeiras de partidos do Centrão no Congresso, o que reduz o interesse desses partidos em fortalecer ainda mais o PL.

Segundo um interlocutor do presidente da Câmara, 'o PL cresceu, mas dificilmente terá, ao mesmo tempo, a presidência da República, da Câmara e do Senado, isso enfraqueceria todos os outros partidos'.

Motta articula manutenção de seu mandato

Motta já recebeu apoio público do líder do PSD, Antonio Brito (BA), cuja bancada tem mais de 40 deputados. Além disso, ele tem se articulado com lideranças de partidos como PP e MDB. A expectativa é que ele conte com o apoio de partidos de esquerda, que somados terão 124 deputados federais.