O uso de antidepressivos em England atingiu níveis recorde, com cerca de um em cada sete pessoas recebendo prescrições desses medicamentos. No entanto, a ideia de que médicos estão sobre-prescrevendo esses remédios não se sustenta, segundo especialistas.

Contextualização

De acordo com um relatório da National Health Service (NHS), o número de prescrições de antidepressivos em England registrou um novo recorde em 2025-2026. Isso levou à preocupação pública e à busca por soluções para inverter essa tendência.

Dr. John Read, professor de psicologia clínica, destaca que a alta utilização desses medicamentos deve-se mais às crises sociais e econômicas do que à sobre-prescrição.

Evidências

Dr. Dean Burnett, neurocientista e autor de 'The Idiot Brain' e 'Emotional Ignorance', explica que a preocupação com a sobre-prescrição não tem base em dados concretos. Ele argumenta que o aumento no uso de antidepressivos está relacionado a fatores como a instabilidade socioeconômica.