Equilibrar 30 quilos de balões e algodões doces coloridos sobre o ombro esquerdo, em uma caminhada apressada, foi o “desfile” do Palhaço Bolinha, o autônomo Renato Siqueira, de 53 anos, às margens da área do desfile de 7 de Setembro deste ano, em Brasília (DF).

Além do colorido dos produtos, a maquiagem no rosto escorre com o suor da correria nesta segunda-feira. “A gente não pode parar. Mas vai fazendo graça”, disse Renato.

Há oito meses ele trabalha em frente a escolas. Mas hoje precisou acordar às 4h30 e andar em busca dos clientes.

O Palhaço Bolinha mora em Água Quente (DF), uma região administrativa periférica a 45 quilômetros de Brasília, nasceu em Anápolis (GO) e há 20 anos mudou-se para a capital para trabalhar.

Estudou apenas até o 8º ano. A eventos como o 7 de Setembro, ele vem com a esperança de melhorar os rendimentos. Ele consegue carregar os algodões doces (vendidos a R$ 10) por mais de uma hora no ônibus, mas não os balões (que custam R$ 20).