Na quinta-feira, Israel enfrentou acusações de fraude eleitoral feitas pelo partido de Benjamin Netanyahu, que alega que forças estrangeiras tentaram influenciar o voto em comunidades árabes durante a eleição legislativa deste mês.

Nove meses após uma eleição histórica, que viu o recorde de participação de árabes e palestinianos com cidadania israelense, o Supremo Tribunal de Israel enviou uma carta ao agente de segurança interna Shin Bet solicitando investigação das alegações.

Ao menos duas partidos árabes, Ra'am e o Joint List, foram acusados de usar métodos ilegais para incentivar o voto, incluindo corrupção, ameaças e fraudes eleitorais.

Investigações e reações

A Central Eleitoral de Israel, que administra as eleições, negou as acusações, afirmando que não há evidências de fraude significativa. A polícia israelense também declarou que não há base para as alegações.

Outros políticos, como Gadi Eisenkot, concordaram em investigar as acusações de fraude, mas criticaram Netanyahu por criar uma ‘fictícia delegitimização’ para o próximo parlamento.