O partido do primeiro-ministro de Israel, Likud, acusou os partidos árabes de fraudar as eleições do país realizadas na última terça-feira (27), mas não apresentou provas.

Contexto

Os partidos árabes conseguiram votos sem precedentes, conquistando de 17 a 18 das 120 cadeiras do parlamento israelense. A acusação ocorre após o ataque de 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza.

Detalhes da acusação

O Likud afirma que os partidos árabes operaram compra de votos, intimidação de eleitores e manipulação de cédulas. Entre as supostas irregularidades estão milhares de envelopes com dinheiro junto a cédulas de votação, ameaças e agressões contra integrantes de comissões eleitorais, entrada simultânea de vários eleitores nas cabines de votação e uso de identidades duplicadas.

A legenda afirmou ainda que houve divergências entre o número de envelopes depositados nas urnas e o de eleitores registrados, além do uso de programas de computador proibidos para mobilizar votantes.

Até o momento, as acusações não foram verificadas de forma independente e não foram divulgadas provas que demonstrem que partidos árabes tenham manipulado sistematicamente os resultados das eleições.