Senadores eleitos pela direita movimentam agendas com ministros do STF. Enquanto as campanhas do segundo turno das eleições seguem na rua, um movimento acontece nos bastidores: as movimentações da nova composição do Senado em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), visitou o Supremo na última terça-feira (6) e conversou com ministros, especialmente com o presidente do STF, ministro Edson Fachin. Marinho afirma que não há vingança ou revanche por parte do novo Senado, que terá 19 cadeiras só para o PL, formando a maior bancada da Casa.
Integrantes do Judiciário afirmam que nem todo bolsonarista é a favor do impeachment de ministros, mas os parlamentares foram eleitos por essa pauta e querem cumprir suas promessas de campanha.
A escolha do próximo presidente do Senado também é um ponto determinante. Rogério Marinho é um dos nomes mais cotados, enquanto Davi Alcolumbre, atual presidente, é ligado à ala de Moraes no Supremo, o que pode aumentar a pressão sobre o ministro.
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