Brasil e Coreia do Sul anunciaram, nesta segunda-feira (27), a aceleração das negociações para um possível acordo comercial entre o país asiático e o Mercosul. O comunicado foi feito pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Lee Jae Myung durante uma cerimônia em Brasília.

A iniciativa ocorre em um contexto onde o Brasil busca diversificar seus mercados, especialmente diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos, um dos seus principais parceiros comerciais. O presidente Lula destacou que será criado um grupo de trabalho para facilitar o avanço dessas negociações.

Prioridade para o acordo

Lee Jae Myung, presidente da Coreia do Sul, enfatizou que um acordo com o Mercosul é uma prioridade para seu país e que as discussões precisam avançar rapidamente. Nos últimos anos, o Mercosul tem firmado acordos comerciais com diversas regiões, incluindo a União Europeia e países da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) como Suíça e Noruega.

O encontro entre os presidentes aconteceu cinco meses após Lula participar de uma cúpula com Lee em Seul, capital da Coreia do Sul. Durante a cerimônia em Brasília, o presidente brasileiro também mencionou a importância de um diálogo contínuo com a China, informando que conversou com o presidente chinês, Xi Jinping, sobre um possível acordo comercial entre a China e o Mercosul.

Missão técnica e cooperação em minerais

No próximo mês, o Brasil receberá uma missão técnica da Coreia do Sul para avaliar as condições sanitárias dos frigoríficos brasileiros. Essa etapa é considerada crucial para aumentar as exportações de carne brasileira para o país asiático.

Além disso, os dois líderes concordaram em expandir a cooperação na área de minerais estratégicos, que são essenciais para a produção de tecnologias como baterias e veículos elétricos. O fortalecimento das parcerias comerciais, de investimentos e das cadeias produtivas também foi um ponto importante na discussão.

Esses avanços nas negociações refletem a busca do Brasil por diversificação econômica e a vontade de estabelecer laços mais fortes com países fora do eixo tradicional, como os Estados Unidos e a União Europeia.