Nesta terça-feira (15/9), a ministra Cármen Lúcia, única mulher no Supremo Tribunal Federal (STF), criticou o que chamou de 'espetacularização' dos procedimentos relacionados ao caso Master. Durante a sessão, ela afirmou que o país esperava uma tranquilidade da corte e que a situação não fazia mal apenas ao Supremo, mas ao Brasil.

Voto de Cármen Lúcia

Cármen Lúcia acompanhou a divergência aberta pelo ministro Edson Fachin e votou contra a reunião da Petição 16.662, que foi usada para acusar Alexandre de Moraes, com a Petição 16.704, em que Alexandre apontou irregularidades do colega na condução do caso Master. A proposta foi feita pelo decano da corte, ministro Gilmar Mendes, na primeira parte da sessão.

A ministra reconheceu não haver uma definição clara das regras do julgamento em questão, mas disse respeitar as prerrogativas do presidente e relator. Ela também enfatizou a importância de a decisão não estar pautada por clamor popular.