A três dias do primeiro turno das eleições de 2026, o Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 738 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho até 30 de setembro, um aumento de 231% em relação ao mês anterior.
O número é mais de três vezes superior ao registrado até agosto, quando havia 223 denúncias, e está bem abaixo do que foi registrado nas eleições de 2022, quando foram mais de 3,3 mil denúncias — um aumento de 1.600% em comparação com 2018.
Desde 2023, a Justiça do Trabalho registrou 823 processos relacionados ao assédio eleitoral no país, sendo 189 somente em 2026. Os dados fazem parte do Painel Nacional de Monitoramento do Assédio Eleitoral (PNMAE).
Pressão também acontece pelas redes
O uso de ambientes virtuais para a prática de assédio eleitoral no trabalho também foi identificado em pesquisa do Centro de Pesquisas Judiciárias (CPJ) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT).
O WhatsApp foi citado em 37% das ações como meio utilizado para a prática, enquanto as redes sociais apareceram em 14,5% dos casos. Os pesquisadores identificaram ainda situações envolvendo manifestações verbais, comunicados, mecanismos psicológicos, mobilizações obrigatórias e ameaças ou vantagens econômicas relacionadas à escolha política.
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