A região central do Amazonas, conhecida por sua extensa cobertura florestal, savanas naturais e importantes terras indígenas, está se tornando um dos epicentros da mudança climática mais rápida na Amazônia, segundo um novo estudo.

Publicado hoje na revista Communications Earth & Environment, o estudo identifica o Amazonas como uma área que experimentou um crescimento acelerado de temperaturas extremas e estresse hídrico. Em uma área maior que o Afeganistão, mais de 700.000 km², foram observados aumentos de pelo menos 0,75°C nas temperaturas durante a estação seca e mais de 3,22°C desde 1981.

Os pesquisadores alertam que esses aumentos rápidos podem empurrar a Amazônia além de limites críticos, especialmente durante períodos extremos de calor e escassez de água.

O estudo foi liderado por pesquisadores da Universidade de Lancaster, em colaboração com o WWF-UK e mais de 50 cientistas internacionais. Eles usaram dados de temperatura e precipitação de alta resolução, combinando informações de satélites e estações meteorológicas locais, para identificar as estações secas em cada parte da Amazônia.