A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano gerou críticas de entidades do setor produtivo nesta quarta-feira (4).

Impacto econômico

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a medida como 'equivocada e excessivamente conservadora', argumentando que ela mantém o crédito caro e prejudica empresas e famílias, além de travar a economia.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também criticou a manutenção dos juros elevados, que dificultam a retomada dos investimentos e comprometem a competitividade da indústria brasileira.

Recomendações

A CNI defendeu a retomada do ciclo de cortes na próxima reunião do Copom, prevista para dezembro, alegando que há espaço para reduzir os juros em ritmo compatível com a convergência da inflação para a meta, sem impor custo maior à economia.

A Fiemg associou o nível atual da taxa à redução dos investimentos na economia e à pressão sobre a inflação, destacando a necessidade de coordenação mais efetiva entre as políticas fiscal e monetária.