Antes mesmo do pleito, as eleições já estavam no radar dos mercados financeiros. Desde o início do ano, houve oscilações significativas no dólar, na bolsa e nas taxas de juros, em função das falas dos candidatos e das pesquisas eleitorais.

Impacto das pesquisas

A grande maioria das pesquisas eleitorais recentes apontava vantagem para Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, o que gerou movimentações nos mercados. Quando Lula (PT) venceu o primeiro turno, isso trouxe um forte impacto para os mercados financeiros.

Os preços refletem expectativas sobre crescimento, inflação, juros e a trajetória fiscal, explica Rogerio Freitas, chefe de investimentos do ASA.

Os mercados costumam sofrer grandes oscilações durante esse período, pois tentam antecipar os efeitos das propostas e vitórias dos candidatos sobre a economia. Dados históricos mostram que o Ibovespa, o dólar e os juros futuros reagem com maior intensidade em períodos eleitorais.