O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com forte volatilidade e preços predominantemente mais altos nesta segunda-feira (26). A disparada do dólar e as perdas na Bolsa de Chicago influenciaram as negociações. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os movimentos acentuados do câmbio dificultaram a formação de preços pelos traders, mantendo as indicações bastante nominais ao longo da sessão.

Nos portos, foram reportadas ofertas de até R$ 160,00 por saca, mas sem indicação de volumes expressivos negociados. A combinação de queda em Chicago e forte valorização do dólar trouxe instabilidade às cotações, apesar da melhora nos preços do mercado físico.

Segundo Silveira, alguns produtores aproveitaram a alta da moeda norte-americana para fechar contratos em dólar que estavam em aberto para a safra nova. No entanto, o foco permanece nos trabalhos de plantio, enquanto a comercialização segue limitada.

Passos de cotação no mercado físico

No mercado físico, as cotações da soja tiveram os seguintes movimentos:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 148,00 para R$ 152,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 149,00 para R$ 153,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 142,00 para R$ 147,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 141,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 140,00 para R$ 143,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 139,00 para R$ 141,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 153,00 para R$ 158,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 155,00 para R$ 159,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta segunda-feira. A forte desvalorização do real frente ao dólar e o avanço da colheita da maior safra da história dos Estados Unidos voltaram a pressionar as cotações.

A surpreendente reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente do Brasil trouxe nervosismo ao mercado financeiro. Como consequência, o dólar subiu fortemente na comparação com o real, tornando a soja brasileira mais competitiva. Os operadores temem que a demanda chinesa se desloque para o mercado brasileiro.

Do lado da oferta, o clima segue favorecendo os trabalhos de colheita nos Estados Unidos, ampliando a disponibilidade global do produto e adicionando pressão sazonal às cotações.