Como os ataques de 11 de setembro mudaram a linguagem da guerra

Nove dias após os ataques terroristas em Nova York e Washington, DC, em 2001, o então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, declarou uma 'guerra ao terror'. Essa frase criou um novo vocabulário militar, que incluiu termos como 'interrogatório aprimorado', 'rendição extraordinária' e 'combatentes inimigos', que foram incorporados ao discurso político americano.

A nova linguagem de guerra

A linguagem usada após os ataques de 11 de setembro foi projetada para sanitizar a violência e erascer a humanidade dos seus alvos. Termos como 'ataques cirúrgicos' e 'ataques direcionados' foram usados para descrever ações militares letais.

Expertos afirmam que essa nova linguagem facilitou a expansão das operações militares e a ampliação dos poderes de segurança do governo americano, sem que essas ações fossem vistas como violações dos direitos humanos.