No Brasil, a discussão sobre a construção de novos centros de dados de inteligência artificial (IA) está ganhando força, especialmente em áreas historicamente marcadas pela presença de grandes indústrias.

Shawmar Pitts, um morador de longa data do bairro de Grays Ferry, em Philadelphia, relata suas experiências vividas durante a era da indústria pesada. Ele cresceu ao lado da então maior refinaria de petróleo da costa leste dos Estados Unidos, que fechou após uma explosão em 2019. Após participar de um evento organizado pelo grupo de justiça ambiental Philly Thrive, Pitts começou a entender os impactos negativos da indústria na saúde das pessoas.

Agora, Pitts lidera a campanha pela suspensão da construção de novos centros de dados na cidade. Enquanto ainda não há propostas formais, duas possíveis localizações foram identificadas: uma no bairro de Northeast Philadelphia e outra em Grays Ferry.

Outras comunidades americanas também se opõem à construção de novos centros de dados, especialmente em áreas com recursos limitados. A resistência é mais intensa em locais onde a marca da indústria pesada ainda é sentida.

Em um evento recente em Philadelphia, Sonya Sanders, presidente da diretoria do Philly Thrive, afirmou que a comunidade não quer mais poluição e ruído, e que acredita que os centros de dados não trarão mais empregos.