Com o aumento da frequência e intensidade dos períodos de calor extremo, as comunidades estão adotando estratégias de adaptação informais, como instalar coberturas de plástico para sombra e criar espaços de resfriamento comunitários. Um novo artigo publicado em Nature Climate Change, intitulado 'Bringing justice to informal adaptation to heat stress', argumenta que essas práticas locais são essenciais e devem ser reconhecidas.
A coautora do estudo, a professora Brianna Castro, explica que as adaptações informais são complementares às medidas formais, como planos de ação contra calor e centros de resfriamento. Essas práticas locais, baseadas em conhecimentos e redes sociais, preenchem lacunas onde as soluções oficiais falham ou são insuficientes.
O estudo destaca que a falta de reconhecimento dessas práticas informais pode resultar em injustiças sociais, pois as pessoas que mais precisam dessas estratégias são as que menos têm acesso a recursos públicos. Além disso, quando essas práticas colidem com regras oficiais, elas tendem a ser vistas como ilegais em vez de serem consideradas funções públicas essenciais.
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