A Étiopía está considerando reformar seu sistema constitucional, o que poderia resultar na fusão das funções de primeiro-ministro e presidente. Essa mudança, ainda em discussão, poderia concentrar mais poder nas mãos de Abiy Ahmed, atual líder político do país.
Em junho, Abiy venceu as eleições parlamentares com uma ampla maioria, o que lhe dá um forte apoio para promover essa reforma. Durante um diálogo nacional com cerca de 4.000 delegados em Addis Ababa, os participantes discutiram questões como a estrutura do estado, tensões étnicas e direitos humanos.
Segundo Befeqadu Hailu, ativista e comentarista político etíope, essa reforma poderia fortalecer a identidade política nacional e exigir que um presidente eleito por todos os cidadãos convencione mais grupos para vencer eleições, o que poderia fortalecer os processos democráticos.
No entanto, há preocupações sobre o risco de descentramento em um sistema presidencial. O atual líder político já controla forças militares e de segurança, o que limita o poder adicional que poderia ser conquistado sob um novo sistema.
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