Comprar a própria terra e permanecer no campo é o sonho de muitos jovens agricultores. No entanto, o acesso à propriedade enfrenta diversos desafios, como alto custo, complexa documentação e burocracia para financiamento.
Nesse cenário, o crédito fundiário tem ganhado destaque como alternativa para viabilizar a compra de propriedades rurais. Na região Sul, o número de contratos praticamente dobrou entre 2024 e 2025, passando de 191 para 383 operações.
O volume de recursos liberados também cresceu significativamente, saltando de R$ 32,2 milhões em 2024 para R$ 89,8 milhões no ano passado, um aumento de aproximadamente 179%.
Crédito pode ajudar na sucessão familiar
Para jovens agricultores, o financiamento representa a possibilidade de construir seu próprio patrimônio sem abandonar a atividade rural.
O caso de Diego Samuel de Souza, de 21 anos, morador de Cantagalo, no Paraná, ilustra essa realidade. Ele tenta financiar a compra de uma área que pertencia à avó para continuar trabalhando junto à família.
Ao longo do processo, Diego precisou reunir documentos e cumprir requisitos antes de chegar à análise federal. 'O crédito fundiário tem uma burocracia bastante grande. O meu ainda não saiu. Estamos ainda nos trâmites para que possa sair. Agora já está na análise federal. Acredito que logo vai sair', relata.
A dificuldade de acesso à terra também é vista como um obstáculo à sucessão familiar. Sem condições de adquirir uma propriedade e gerar renda, parte dos jovens acaba deixando o campo em busca de oportunidades nos centros urbanos.
'O crédito fundiário é um instrumento fundamental porque garante que esse jovem terá acesso à terra, à propriedade', afirma um representante ouvido pela reportagem.
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