Cruz Alta iniciou nesta quinta-feira (22/10) a colheita do trigo no Rio Grande do Sul, um evento que reuniu representantes do setor agrícola e contou com a presença do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena.

Cruz Alta na triticultura gaúcha

A cidade ocupa a segunda posição entre os municípios gaúchos com maior área cultivada de trigo, segundo dados de 2026. A região tem relevância na produção do cereal, matéria-prima para a indústria moageira e cadeia de alimentos.

Márcio Madalena enfatizou a contribuição dos produtores e da cadeia do trigo para a economia do estado, além de destacar as perspectivas da cultura diante das condições climáticas e dos custos de produção.

Projeções e desafios

A Emater/RS-Ascar projeta a área de trigo no estado em 763 mil hectares em 2026, com produtividade média estimada em 2.833 quilos por hectare. A produção estadual é calculada em aproximadamente 2,2 milhões de toneladas, em volume inferior ao de 2025.

No cenário nacional, a Conab estima a produção brasileira de trigo em 5,73 milhões de toneladas em 2026, ante 7,87 milhões de toneladas no ano anterior, devido principalmente à redução da área semeada e mudanças na produtividade média.

As chuvas frequentes e baixa incidência de radiação solar têm influenciado o ritmo de maturação das lavouras e o avanço da colheita. A umidade exige atenção à sanidade das plantas e à qualidade comercial dos grãos.

Os custos de produção, crédito e preços de comercialização permanecem no centro do planejamento dos agricultores para as próximas safras, mantendo o trigo entre as culturas estratégicas da agricultura gaúcha.