Cuba restabeleceu o serviço de energia elétrica neste sábado (19), após um novo apagão nacional, o sétimo do ano, em meio a uma profunda crise econômica e energética, agravada pelas sanções de Washington.
Afastamento do apagão
As autoridades advertiram, no entanto, que os cortes de energia vão continuar devido ao déficit de geração. Os 9,4 milhões de habitantes da ilha voltaram a ficar sem eletricidade pouco depois do meio-dia de sexta-feira, devido a uma falha nas linhas de transmissão, que inicialmente deixou sem serviço as cinco províncias da região ocidental do país, incluindo Havana, e depois as outras dez.
A estatal União Elétrica de Cuba (UNE) informou que às 20h locais (21h de Brasília), 'foi conectado o SEN (Sistema Elétrico Nacional) em todo o país'. No entanto, o restabelecimento do sistema não trará alívio imediato para a população, pois o déficit de geração de energia continuará causando apagões em grande parte do país, informou Lisner Cruz, diretor da UNE, em declarações divulgadas pela TV cubana.
Segundo a UNE, apenas 48% da população de Havana estava com eletricidade na noite deste sábado.
Causas e responsabilidades
Cuba enfrenta apagões pelo segundo dia consecutivo devido à obsolescência das sete usinas termelétricas que constituem a espinha dorsal da rede nacional. A situação se agravou desde janeiro, quando o governo dos Estados Unidos impôs um bloqueio petrolífero e outras sanções ao país, que dificultam o fornecimento de combustível para essas usinas e para os geradores de reserva, que funcionam com diesel importado.
Nas últimas semanas, os apagões se prolongaram por mais de 30 horas na capital, enquanto em outras províncias somam mais de 60 horas consecutivas.
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