A expansão do uso de energia solar em países em desenvolvimento está acelerando, mas apresenta desafios de gestão e igualdade. Analistas têm utilizado registros alfandegários e imagens de satélite para medir o crescimento das instalações solares fora da rede.
Escassez de dados oficiais
No Sri Lanka, a capacidade de energia solar instalada nos telhados cresceu mais de seis vezes entre 2020 e 2025, enquanto em Lebano, essa capacidade dobrou. Em Yemen, mais de metade da população agora depende da energia solar para iluminação.
Muitas dessas instalações são residenciais e não registradas oficialmente, o que dificulta o monitoramento. Em Nigeria, estima-se que 96% da capacidade solar seja fora da rede, enquanto em Paquistão, três quartos da instalação real de energia solar podem nunca ser oficialmente registrados.
Leapfrogging e desafios
O fenômeno conhecido como 'leapfrogging' permite que os países em desenvolvimento adotem novas tecnologias sem passar pelas etapas de desenvolvimento de combustíveis fósseis que os países mais ricos já passaram. Isso ocorre quando a nova tecnologia já está provada em mercados maduros, oferece funcionalidades superiores ou comparáveis às existentes e evita infraestruturas caras ou desfuncionais.
No Paquistão, a tarifa elétrica dobrou nos últimos dez anos devido a retirada de subsídios, aumento dos custos de combustível após a invasão russa da Ucrânia e custos de manutenção para os consumidores.
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