A inauguração recente de uma nova ponte internacional entre os Estados Unidos e o Canadá, que conecta Detroit, Michigan, com Windsor, Ontario, foi marcada pela falta de presença dos líderes americanos, refletindo a deterioração das relações bilaterais.

No mês de julho, o presidente americano Donald Trump anunciou tarifas de 50% sobre uma ampla gama de produtos canadenses. Em resposta, o governo canadense impôs tarifas entre 15% e 50% sobre US$ 20 bilhões em mercadorias importadas do país norte-americano.

Estas medidas de retaliação entraram em vigor às 12h01 de horário local (05h01 GMT) na quinta-feira, 8 de setembro. Pesquisas sugerem que a maioria dos canadenses apoia uma postura mais firme em relação às tarifas.

Empregados canadenses expressaram preocupação com o impacto nas suas posições de trabalho, enquanto líderes empresariais alertaram sobre os danos econômicos causados pelas tarifas.

A associação de negócios da região de Detroit e Ontario advertiu que um ciclo de tarifas e retaliações prejudicará empresas, trabalhadores e consumidores em ambos os lados da fronteira.

O estudo do escritório de contas públicas do Ontario estimou que as novas tarifas resultarão em perdas de 119 mil empregos locais em 2026.

Muitos desses empregos estão relacionados à indústria automotiva, com a produção de veículos no Canadá prevista para diminuir em 8% em 2026 em comparação com cenários sem tarifas.