Foto: Motion Array Os primeiros 100 dias de vigência do Acordo Mercosul-União Europeia mostram que um acordo comercial abre portas, mas não deixa o caminho livre para o produtor. O período ainda é curto para medir mudanças estruturais, e a redução das alíquotas ainda é marginal. Ainda assim, 5 mil produtos do Mercosul já entraram com alíquota zerada, e as exigências de rastreabilidade do EUDR aparecem entre os desafios para aproveitar essa abertura.

Com esse balanço em mente, a publicação do Rasoe ganha um destaque. A Camex aprovou, em 8 de setembro, o Relatório de Análise Socioambiental para Operações de Exportação, que passou a ter status formal na política brasileira de comércio exterior. O documento reúne informações de diferentes bases públicas para apoiar a análise de requisitos socioambientais em exportações agropecuárias.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural! Contudo, é preciso entendê-lo bem. O Rasoe é oficial, mas não é uma certificação universal, e não atesta conformidade automática com exigências estrangeiras.

A resolução preserva o uso de outras bases oficiais, e a plataforma Agro Brasil + Sustentável tem uso voluntário. Ainda, a União Europeia não deve reconhecer o relatório como substituto completo da diligência exigida pelo EUDR. O regulamento pede informações sobre origem, legalidade e geolocalização, além de avaliação de risco, assim, o Rasoe é mais um instrumento para garantir a resposta completa.